O ex-deputado Roberto Jefferson enfrentou uma derrota significativa no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (5). O ministro Alexandre de Moraes votou para rejeitar o recurso de Jefferson referente ao pagamento de uma multa de R$ 452 mil. O ministro Flávio Dino também acompanhou o relator e votou contra o recurso.
Julgamento em andamento
O julgamento no plenário virtual do STF seguirá até o dia 15 de junho de 2026, com a expectativa de que oito ministros ainda apresentem seus votos. Em 2024, Jefferson foi condenado a uma pena de nove anos, um mês e cinco dias de prisão, além da multa, por crimes que incluem calúnia, homofobia e incitação ao crime.
Acusações graves
As acusações contra Jefferson são sérias. Ele foi apontado como responsável por incitar a população a invadir o Senado e agredir senadores da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia. Jefferson também teria incitado a explosão do prédio do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) através de declarações em entrevistas e vídeos nas redes sociais, em 2021.
Parcelamento da multa
Após sua condenação, Moraes autorizou que a multa fosse parcelada em 24 vezes de R$ 18,8 mil. No entanto, a defesa de Jefferson recorreu novamente, alegando irregularidades na aplicação da multa e argumentando que o valor compromete seu patrimônio. Moraes, ao votar, reforçou que a aplicação da multa deve ser mantida, afirmando que não houve argumentos suficientes para desconstituir os fundamentos da decisão.
Opinião
A decisão do STF reflete a gravidade das ações de Roberto Jefferson, sublinhando a importância de responsabilizar figuras públicas por suas declarações e comportamentos.





