O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foi condenado à inelegibilidade por oito anos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em uma decisão unânime da Primeira Turma. Essa condenação levanta questões sobre sua pré-candidatura como suplente na chapa ao Senado, liderada pelo deputado André do Prado.
A decisão do STF foi tomada em resposta a um caso de coação à Justiça, o que pode inviabilizar a presença de Eduardo na chapa. Inicialmente, o PL havia decidido manter Eduardo como primeiro suplente, enquanto explorava todas as opções legais. Contudo, aliados já admitem que a situação pode ser reavaliada.
Impasse na chapa ao Senado
O evento de lançamento da pré-candidatura de André do Prado ao Senado está agendado para 20 de julho, e contará com a presença do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e de outros aliados. Eduardo pode participar remotamente, mas ainda há incertezas sobre sua posição na chapa. Prado afirmou que, se o impedimento de Eduardo for confirmado, ele terá a responsabilidade de indicar um novo suplente.
O segundo suplente na chapa é Fernando Fiori de Godoy, ex-prefeito de Holambra. Com o prazo para registro de candidatos se aproximando, até 15 de agosto, a situação de Eduardo se torna cada vez mais crítica. Há especulações de que o Ministério Público ou outros concorrentes possam contestar sua presença na chapa.
Reações e estratégias
Eduardo, que reside nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, expressou sua indignação com a decisão do STF, alegando desrespeito ao devido processo legal. Em entrevista, ele declarou que não vê sentido em recorrer da condenação, que considera nula. O bolsonarismo, por sua vez, criticou a decisão e levantou acusações de perseguição política.
Nos bastidores, há uma discussão sobre como proceder em relação à candidatura de Eduardo, com a intenção de preservá-lo na chapa o máximo possível. Especialistas afirmam que as chances de reverter a condenação são remotas, e a expectativa é que o processo transite em julgado em breve.
Opinião
A condenação de Eduardo Bolsonaro pelo STF reflete a complexidade do cenário político atual e levanta questões sobre a integridade das candidaturas em um ambiente de crescente polarização.





