Santa Catarina

Sindicarnes busca reverter veto da União Europeia às carnes brasileiras com dados técnicos

Sindicarnes busca reverter veto da União Europeia às carnes brasileiras com dados técnicos

As agroindústrias de Santa Catarina estão em alerta após a decisão da União Europeia de vetar, a partir de setembro de 2026, as importações de carnes, pescados e mel do Brasil. O veto foi motivado pela falta de dados sobre o uso de antibióticos na produção desses produtos.

O Sindicarnes, que representa a indústria da carne no estado, informou que as empresas cumpriram as exigências sanitárias europeias e estão aguardando que o Ministério da Agricultura encaminhe um relatório às autoridades da UE com informações sobre o uso de antimicrobianos.

Impacto das Exportações

De janeiro a maio de 2026, a União Europeia respondeu por 17,3% da receita e 11,1% do volume das exportações catarinenses de carne de frango. Durante esse período, foram embarcadas 60,2 mil toneladas de carne de frango para a UE, gerando uma receita de 199,64 milhões de dólares.

Embora o veto também se aplique a produtos como mel e pescados, esses itens têm uma participação menor nas vendas catarinenses ao bloco europeu. Em 2025, 93% das exportações de produtos apícolas de Santa Catarina foram destinadas aos Estados Unidos, enquanto a União Europeia respondeu por apenas 2,1% desse total.

Próximos Passos

O Sindicarnes está otimista de que, com o envio das informações técnicas adequadas, será possível reverter a decisão da União Europeia. O relatório sobre o uso de antimicrobianos é considerado crucial para atender às exigências do bloco e garantir a continuidade das exportações.

Opinião

A situação atual evidencia a importância de uma comunicação eficaz entre o setor agroindustrial e as autoridades regulatórias para evitar impactos negativos nas exportações.