O Serviço Geológico do Brasil (SGB) lançou o Atlas Geoquímico de Minas Gerais, um documento fundamental que reúne dados sobre a distribuição de elementos químicos e suas concentrações em diversas matrizes amostradas, incluindo sedimentos de corrente e águas superficiais. Essa publicação se torna uma ferramenta crucial para pesquisadores, órgãos ambientais e de regulação, além de subsidiar estudos em áreas como agricultura e saúde pública.
Dados alarmantes sobre a qualidade ambiental
O Atlas contém 50 mapas de amostragem de sedimentos de corrente e 39 mapas de águas superficiais, totalizando 104 áreas que requerem estudos mais aprofundados. Os dados foram coletados entre 2009 e 2013 e revelam cerca de 24 mil concentrações de elementos químicos acima dos limites estabelecidos por normas ambientais.
Impactos de desastres ambientais
Além de fornecer informações sobre a qualidade da água e do solo, o levantamento geoquímico também é vital para entender os impactos de desastres ambientais, como os rompimentos de barragens em Mariana e Brumadinho. O SGB utilizou os dados para comparar os níveis de metais antes e depois desses eventos, permitindo uma avaliação mais precisa dos danos e facilitando a cobrança de reparações.
Importância do levantamento geocientífico
Com a cobertura de cerca de 40% do território nacional, o programa do SGB é uma parte essencial da série de Atlas Geoquímicos Estaduais, que já inclui outros estados como Roraima, Ceará, e Pernambuco. Os resultados do Atlas de Minas Gerais são um passo importante para a gestão de crises e a fiscalização ambiental contínua.
Opinião
A publicação do Atlas Geoquímico de Minas Gerais é um marco na transparência das informações ambientais, essencial para a proteção da saúde pública e do meio ambiente no estado.





