Santa Catarina

Senador Nelsinho Trad assina acordo que pode transformar Ponta Porã em hub aéreo

Senador Nelsinho Trad assina acordo que pode transformar Ponta Porã em hub aéreo

O Acordo de Liberalização Aérea Sul-Americana (ALAS) foi assinado em 14 de julho de 2026, em Assunção, capital do Paraguai, pelo senador Nelsinho Trad e autoridades paraguaias. Este acordo visa criar um ambiente propício para discutir iniciativas binacionais na fronteira entre Brasil e Paraguai.

Um dos principais objetivos do acordo é o projeto do Aeroporto Binacional de Ponta Porã, que terá a peculiaridade de pertencer a duas cidades: Ponta Porã no Brasil e Pedro Juan Caballero no Paraguai. Localizado a aproximadamente 100 metros da linha internacional, o aeroporto terá dupla nacionalidade, facilitando a conectividade aérea entre os dois países.

Articulação e Expectativas

A proposta é resultado da articulação entre vereadores de Ponta Porã e concejales de Pedro Juan Caballero, que apresentaram o projeto às autoridades dos dois países. O acordo estabelece uma agenda de cooperação que visa ampliar a conectividade aérea e facilitar a operação de voos entre Brasil e Paraguai.

O assunto foi discutido com a Direção Nacional de Aeronáutica Civil (DINAC) e a Rede de Investimentos e Exportações do Paraguai (REDIEX), que realizaram uma visita técnica ao terminal. A expectativa é que, futuramente, a estrutura do aeroporto também esteja integrada ao Porto Seco de Ponta Porã e ao Corredor Bioceânico.

Desafios pela Frente

Segundo o senador Nelsinho Trad, a parceria entre os dois países é essencial para o desenvolvimento do projeto. Ele ressalta que a fronteira já apresenta uma integração natural entre Brasil e Paraguai, e que este acordo fortalece um projeto que foi construído pela própria região.

No entanto, para que o projeto saia do papel, ainda são necessários estudos técnicos e tratativas detalhadas entre os governos brasileiro e paraguaio.

Opinião

A assinatura do ALAS é um passo significativo para a integração entre Brasil e Paraguai, mas a viabilidade do aeroporto binacional depende de ações concretas e colaboração mútua entre os dois países.