A Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal em 7 de agosto de 2024, trouxe à tona sérios riscos para o sistema financeiro brasileiro, envolvendo o senador Ciro Nogueira (PP-PI). O parlamentar é alvo da investigação devido à sua proposta de emenda, conhecida como Emenda Master, que sugeria aumentar o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão.
O que diz a Emenda Master?
A emenda foi elaborada por assessores do Banco Master, do banqueiro Daniel Vorcaro, e apresentada ao Congresso como se fosse de autoria de Nogueira. Em troca, o senador supostamente recebia entre R$ 300 mil e R$ 500 mil mensais, além de custeio de viagens e despesas.
Rejeição e Consequências
A proposta foi rejeitada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, que a considerou inconstitucional. O relator, senador Plínio Valério (PSDB-AM), destacou que a emenda contrariava um modelo bem-sucedido e engessava questões regulatórias essenciais.
Impactos no Sistema Financeiro
O FGC encerrou 2025 com R$ 123,2 bilhões em caixa, tendo separado R$ 40,6 bilhões para restituir clientes do conglomerado Master. Especialistas, como o economista William Baghdassarian, alertaram que a aprovação da emenda poderia resultar em aumento de tarifas bancárias e juros, devido à necessidade das instituições de compensar o maior aporte ao fundo.
Defesa e Reações
A defesa de Nogueira afirma que ele não participou de atividades ilícitas e repudia qualquer acusação de ilicitude. Os advogados do senador ressaltam a necessidade de uma reflexão sobre as medidas investigativas, que consideram precipitadas.
Opinião
A situação envolvendo o senador Ciro Nogueira e a Emenda Master levanta questões importantes sobre a integridade do sistema financeiro e a responsabilidade dos legisladores em proteger os interesses públicos.





