O Senado Federal está prestes a decidir sobre o fim da escala 6×1, uma mudança que pode resultar em tarifas de ônibus mais caras e um aumento significativo nos custos de serviços públicos. Projeções indicam que essa alteração pode elevar os custos de alguns serviços em até 20%, além de exigir 26 mil novas contratações nos municípios, com um custo total estimado de R$ 1,5 bilhão.
A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) alerta que os impactos diretos e indiretos dessa mudança podem ser alarmantes. O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, destacou que as áreas mais afetadas incluem serviços gerais, técnicos administrativos, educação e saúde. O setor de transporte público, por exemplo, pode ver um aumento de até 8% nas tarifas de ônibus, segundo cálculos da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU).
Impactos financeiros e contratações necessárias
Os dados da CNM revelam que o impacto financeiro nos serviços gerais pode chegar a R$ 422,8 milhões, necessitando de 9,4 mil contratações. Para os técnicos administrativos, a previsão é de um aumento de R$ 224,7 milhões e 4,5 mil novas contratações. Na educação, o custo adicional é estimado em R$ 308,5 milhões, enquanto a saúde pode enfrentar um acréscimo de R$ 295,8 milhões.
Além disso, setores como segurança e limpeza já preveem um aumento de pelo menos 20% nos custos operacionais, conforme indicam a Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores (Fenavist) e a Federação Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços de Limpeza e Conservação (Febrac).
Consequências para o consumidor
O presidente da Febrac, Edmilson Pereira, enfatiza que a mudança nas escalas de trabalho terá reflexos diretos nos contratos públicos, que são estruturados com base nas regras atuais. A necessidade de reestruturação das escalas pode aumentar os custos operacionais e, consequentemente, os preços para o consumidor.
O presidente da Fenavist, Jeferson Furlan Nazário, também expressou preocupações sobre o impacto financeiro, especialmente na segurança privada, onde a reestruturação das escalas pode exigir horas extras significativas para manter a continuidade dos serviços.
Opinião
A possível aprovação do fim da escala 6×1 traz à tona preocupações legítimas sobre o aumento de tarifas e custos de serviços que impactarão diretamente o bolso do consumidor e a gestão pública.





