Santa Catarina

Secretaria de Saúde confirma 367 casos de Chikungunya e reforça alerta em MS

Secretaria de Saúde confirma 367 casos de Chikungunya e reforça alerta em MS

Os casos de Chikungunya em Mato Grosso do Sul apresentaram um aumento significativo nos primeiros 48 dias de 2026. Segundo o boletim epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde (SES), até 8 de fevereiro, foram confirmados 367 casos da doença e 1.061 casos prováveis.

A média aponta para aproximadamente 8 casos confirmados por dia desde o dia 1 de janeiro. Comparando com o mesmo período do ano anterior, quando foram registrados 481 casos prováveis até a mesma data, a quantidade de suspeitas quase triplicou.

Cidades em alerta

As cidades de Fátima do Sul, Vicentina, Sete Quedas e Jardim são as que mais preocupam, com mais de 300 casos a cada 100 mil habitantes. No Estado, a incidência geral é de 38,5 casos a cada 100 mil habitantes, considerado baixo. Além disso, sete grávidas testaram positivo para a doença, mas não houve registro de mortes até o momento.

Medidas de prevenção

A SES aproveitou o período de carnaval para intensificar as medidas de combate à proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, chikungunya e Zika. O aumento na circulação de pessoas e a produção de resíduos durante as festividades acende o alerta sobre a importância do descarte correto do lixo e a eliminação de recipientes que possam acumular água parada.

A gerente de Doenças Endêmicas da SES, Jéssica Klener, enfatizou a necessidade de cuidados redobrados, tanto para quem viajar quanto para quem ficar em casa. A orientação é clara: evitar o descarte irregular de lixo e não deixar água parada, que pode se tornar um criadouro do mosquito.

O coordenador de Controle de Vetores da SES, Mauro Lúcio Rosário, alertou que uma simples lata ou copo plástico jogado na rua pode rapidamente se transformar em um criadouro. A participação da população é fundamental no controle da situação.

Tratamento e evolução da doença

A Chikungunya é uma arbovirose transmitida pela picada do mosquito Aedes Aegypti. Os sintomas incluem febre, dor de cabeça e dores nas articulações. O tratamento é sintomático, recomendando a ingestão de líquidos e o uso de paracetamol ou dipirona em caso de dor. Em ambientes hospitalares, o tratamento pode incluir líquidos intravenosos.

A doença pode evoluir para três fases: aguda, pós-aguda e crônica. A fase aguda dura de 5 a 14 dias e, se os sintomas persistirem por mais de 3 meses, considera-se fase crônica.

Opinião

O aumento dos casos de Chikungunya em Mato Grosso do Sul é um alerta para a necessidade de conscientização e ação da população no combate ao mosquito transmissor.