Política

SBPC e ABC exigem apuração rigorosa sobre crise no STF e rejeitam proteção a autoridades

SBPC e ABC exigem apuração rigorosa sobre crise no STF e rejeitam proteção a autoridades

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) divulgaram, em 9 de outubro, uma nota conjunta que expressa preocupação com a crise político-institucional envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR).

O documento foi assinado por 57 entidades científicas, que defendem uma apuração rigorosa e imparcial das suspeitas levantadas. As entidades afirmam que as investigações precisam ser conduzidas pelas instâncias competentes, garantindo o direito à ampla defesa e ao contraditório.

Rejeição à proteção de autoridades

A nota destaca a importância da transparência nas investigações e rejeita qualquer tentativa de proteção pessoal a autoridades que possam ter infringido a lei. As entidades enfatizam que defender as instituições não significa proteger seus integrantes de investigação ou responsabilização.

“Nenhuma autoridade está acima da lei ou dispensada do escrutínio público e do dever de prestar contas à sociedade”, afirmam. Além disso, alertam sobre o risco de que a instabilidade atual seja usada para desinformação ou ataques ao regime democrático.

Impacto no debate pré-eleitoral

A presidenta da SBPC, Francilene Garcia, destacou que a iniciativa visa defender a independência das instituições democráticas e os interesses da comunidade científica e da sociedade brasileira. Ela ressaltou que a integridade das instituições impacta diretamente a vida republicana do país e que a crise atual afeta a qualidade do debate pré-eleitoral.

“Esta discussão que toma conta de grande parte da imprensa e da opinião pública acaba por afetar o debate sobre problemas importantes para a vida de cada um de nós”, concluiu Francilene Garcia.

Opinião

A nota da SBPC e da ABC é um chamado importante à sociedade e às autoridades para que o debate sobre a integridade das instituições não ofusque questões fundamentais para o futuro do Brasil.