O ambiente político do São Paulo Futebol Clube entrou em ebulição com a abertura de uma investigação interna, conduzida pelo presidente Harry Massis Jr., sobre a suspeita de uma funcionária fantasma. A funcionária em questão é Ivana Zavatti, registrada como Assistente Administrativo desde fevereiro de 2021, que supostamente mantém uma rotina de trabalho em home office, modelo não adotado pelo clube, e não comparece às instalações do clube, seja no MorumBIS ou na Barra Funda.
A investigação, que foi inicialmente divulgada pelo Ge e confirmada pelo Estadão, aponta indícios de uma folha de ponto viciada referente aos meses de janeiro e março de 2026. Os registros de entrada e saída são preenchidos de forma idêntica todos os dias, levantando suspeitas sobre a veracidade das informações. Além disso, Ivana envia suas folhas de frequência por meio de um e-mail corporativo externo pertencente ao escritório de advocacia de Olten Ayres, o que sugere que ela possa estar prestando serviços privados enquanto é remunerada pelo clube, com um salário de aproximadamente R$ 7 mil.
Diante da investigação, a tendência é que Ivana seja demitida. Olten Ayres, que é presidente do Conselho Deliberativo e aliado do ex-presidente Júlio Casares, também enfrenta um pedido de afastamento pela Comissão de Ética do clube. A votação sobre sua permanência no cargo está marcada para o dia 12 de maio.
A política interna do São Paulo está tensa, especialmente após o pedido de afastamento de Olten Ayres protocolado por Harry Massis Jr., que o acusa de gestão temerária em relação à reforma estatuária do clube. A situação se complica ainda mais com um pedido de expulsão de Júlio Casares, que teve contas reprovadas, e um pedido de expulsão contra Massis por gestão temerária, protocolado por Carlos Henrique Sadi.
A situação política do São Paulo se desenha como um cenário eleitoral, com antigos opositores de Casares e ex-aliados de Ayres se unindo contra Massis. Em resposta às acusações, Olten Ayres defendeu a legalidade da atuação de Ivana e questionou a legitimidade da investigação, considerando-a uma possível retaliação política.
Opinião
A crise no São Paulo revela um profundo conflito interno que pode impactar a governança e a imagem do clube, exigindo transparência e responsabilidade nas decisões administrativas.





