Romeu Zema, candidato à Presidência e ex-governador de Minas Gerais, classificou como “censura” a decisão da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) que suspendeu as transmissões ao vivo na plataforma Discord. A medida foi tomada após a morte de uma adolescente de 13 anos durante uma transmissão ao vivo.
A ANPD considerou que o uso da plataforma apresenta riscos à segurança de crianças e adolescentes, levando à suspensão das transmissões. Zema criticou a decisão em suas redes sociais, afirmando que a pressão da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, resultou em uma proibição que afeta toda a plataforma.
Críticas e Defesa da ANPD
Em sua publicação, Zema expressou sua indignação: “Bem chocante o que nós estamos vivendo no Brasil. Hoje, por pressão da Janja, o Discord é censurado. Que farra é essa?” Ele também deixou seus sentimentos à família da jovem que tirou a própria vida, mas questionou a eficácia da suspensão total da plataforma.
A ANPD justificou que a suspensão das transmissões ao vivo não encerra a investigação sobre o Discord. O diretor da agência, Iagê Miola, apontou que a plataforma permite práticas de aliciamento e apresenta falhas na proteção contra conteúdos relacionados à automutilação e ao suicídio, destacando a urgência da medida.
Pressão Política e Debate Público
A crítica de Zema ocorreu após declarações de Janja, que afirmou que o Discord não respeita as regras do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) Digital e defendeu que o serviço fosse banido do país. Apesar da suspensão das transmissões ao vivo, o funcionamento do Discord no Brasil permanece ativo.
Opinião
A situação levanta questões importantes sobre a proteção de menores nas redes sociais e o equilíbrio entre segurança e liberdade de expressão. A pressão política em torno do tema pode intensificar o debate sobre regulamentações necessárias.





