O senador Romário anunciou sua saída do Partido Liberal (PL) em 14 de agosto de 2026, após um longo período de discordâncias com a legenda e com o ex-presidente Jair Bolsonaro. O ex-atleta agora apoia Eduardo Paes, do PSD, na disputa pelo governo do Rio de Janeiro.
Romário, que foi eleito senador em 2022 com 2.384.331 votos, declarou que ainda não definiu seu apoio na eleição presidencial, mas não descarta apoiar Lula (PT) nesta corrida. Sua assessoria informou que a prioridade do senador é a eleição estadual, e que, por enquanto, ele permanecerá sem partido.
Durante a sua trajetória política, Romário já havia apoiado Flávio Bolsonaro, mas a definição de apoio na campanha ainda não está clara. Em 2023, o senador criticou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limitava os poderes do Supremo Tribunal Federal (STF), uma medida defendida pela família Bolsonaro.
Além disso, Romário se manifestou a favor do fim da escala de trabalho 6×1, uma das propostas populares do governo Lula. Seu mandato no Senado se estende até 31 de janeiro de 2031, e sua saída do PL pode ser vista como uma estratégia para uma futura disputa, caso Flávio Bolsonaro não seja eleito presidente em 2026.
Opinião
A saída de Romário do PL e sua possível aliança com Lula refletem a instabilidade política e as constantes mudanças de posicionamento que marcam a trajetória do senador.





