Rodri ergueu a taça da Copa do Mundo diante de milhares de torcedores após a conquista da Espanha sobre a Argentina. No entanto, o troféu não permanecerá em Madri pelos próximos quatro anos. A peça original pertence à Fifa e ficará sob a guarda da entidade até a próxima edição do Mundial, em 2030.
Desde 1974, quando a Fifa adotou o atual troféu, criado pelo escultor italiano Silvio Gazzaniga, a taça original nunca integrou o patrimônio da seleção campeã. Ao contrário do que ocorria com a Jules Rimet, entregue em definitivo ao Brasil após o tricampeonato de 1970, a nova regulamentação determina que o objeto pertence permanentemente à entidade.
O que acontece com a taça
Após a cerimônia de premiação, a Espanha receberá a taça apenas para compromissos oficiais imediatos. Depois disso, o troféu retorna à Fifa, que é responsável por sua conservação, transporte e exibição em eventos oficiais. Em troca, a seleção campeã fica com uma réplica oficial, que tem aparência semelhante à original, mas não é feita de ouro maciço e não substitui a peça utilizada na entrega do título.
Características da taça
A taça original mede 36,8 cm e pesa cerca de 6,2 kg. É produzida em ouro maciço de 18 quilates, com uma base revestida por duas camadas de malaquita. Seu valor é estimado em dezenas de milhões de reais, tornando-a um dos objetos esportivos mais valiosos do mundo.
Futuro da taça
Na base da taça atual, há espaço para mais registros até 2038. Atualmente, estão registradas 13 edições, com a primeira linha completamente preenchida (de 1974 a 1998) e a segunda linha (de 2002 a 2022) ainda com espaço para mais uma marcação. O que acontecerá quando o espaço se esgotar é uma incógnita, mas especialistas como Lycio Vellozo Ribas sugerem que os registros podem ser completados até 2038.
Opinião
A expectativa em torno da taça da Copa do Mundo é grande, mas a permanência da original com a Fifa levanta questões sobre o futuro do troféu e a história que ele representa.





