A defesa do candidato à Presidência Renan Santos, pelo Partido Missão, solicitou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que a decisão monocrática do ministro Dias Toffoli seja analisada pelo plenário. A medida foi tomada na noite de segunda-feira, 31 de agosto de 2026, após a suspensão da campanha digital de Santos, dos repasses do fundo eleitoral e sua participação em debates.
A decisão de Toffoli foi motivada pelo uso de perfis de redes sociais que foram informados à Justiça Eleitoral 12 dias após o registro da candidatura. A defesa, composta pelos advogados Arthur Rollo e Rafael Lages, argumentou que a liminar impôs um prejuízo imediato à campanha de Santos, e por isso, a análise deveria ser feita com urgência.
Reação de Renan Santos
Durante uma coletiva de imprensa, Renan Santos afirmou que a decisão representa uma “cassação branca”, inviabilizando sua campanha. Ele criticou a justificativa da decisão de Toffoli, afirmando que não há como defender essa ação do ponto de vista jurídico ou político.
Críticas à decisão
O advogado Arthur Rollo também se manifestou contra a falta de ampla defesa antes da decisão. Ele destacou que a ordem foi proferida sem que a defesa pudesse se manifestar previamente, o que configuraria uma violação do contraditório e do devido processo legal. Rollo, com 30 anos de experiência em advocacia eleitoral, classificou a decisão como um “absurdo completo”.
Prazo para esclarecimentos
Toffoli deu um prazo de 24 horas para que Renan Santos e o Partido Missão apresentem esclarecimentos sobre os perfis de redes sociais, sob pena de indeferimento do registro da candidatura. Até o momento, as respostas não foram protocoladas.
Opinião
A situação de Renan Santos levanta questões importantes sobre a transparência e a justiça no processo eleitoral, especialmente em um cenário onde a comunicação digital é fundamental para campanhas políticas.





