Durante uma acalorada sessão da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) fez graves acusações contra o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmando que ele mentiu em diversas ocasiões sobre a situação do Banco Master.
As acusações ocorreram no dia 26 de maio de 2026, quando Galípolo apresentou a prestação de contas semestral ao Senado. A polêmica gira em torno de um suposto pedido de R$ 11 bilhões que o Banco Central teria solicitado ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para evitar a falência do Banco Master.
Calheiros revelou que um ofício foi enviado ao FGC em abril de 2025, alertando sobre os riscos de uma possível quebra do Banco Master, que poderia resultar em uma “crise sistêmica” no setor financeiro. Em resposta, Galípolo negou ter feito tal solicitação, alegando que o Banco Central apenas respondeu a uma pergunta do FGC sobre o assunto.
O clima esquentou durante a audiência, resultando em um bate-boca entre Calheiros e Galípolo. O senador questionou a necessidade de Galípolo mentir ao Senado, afirmando que a situação poderia ser tratada de forma mais transparente. Calheiros descreveu o caso como um “esquema” que envolve quatro instituições: Banco Master, Caixa Econômica Federal, BRB e o próprio Banco Central.
Opinião
A troca de acusações evidencia a tensão entre as instituições financeiras e a necessidade de maior transparência nas ações do Banco Central, especialmente em tempos de crise.





