A Raízen anunciou ao mercado que celebrou um acordo de transação tributária com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e com a Receita Federal. Este acordo resultou em um corte de R$ 8,5 bilhões em multas e juros, permitindo um pagamento à vista de R$ 2,5 bilhões.
Acordo e Dívida Total
O montante total do acordo é de R$ 22,4 bilhões, sendo R$ 16,7 bilhões de responsabilidade da própria Raízen e R$ 5,7 bilhões dos acionistas controladores. A companhia obteve um desconto de 51% sobre o saldo devedor, resultando em R$ 8,2 bilhões a serem quitados. Deste valor, R$ 5,7 bilhões serão pagos com créditos de prejuízos fiscais acumulados, enquanto os R$ 2,5 bilhões restantes serão pagos à vista.
Recuperação Extrajudicial
A Raízen está em um processo de recuperação extrajudicial desde julho, enfrentando uma dívida total de R$ 61,4 bilhões. Na última segunda-feira, a empresa anunciou a intenção de emitir 159,2 bilhões de novas ações para aumentar seu capital em até R$ 39,8 bilhões. Esta operação ainda precisa ser aprovada em assembleias, com a primeira marcada para 30 de outubro.
Emissão de Ações
O plano de emissão inclui três tipos de ativos: ações ordinárias (ON) a R$ 0,25 por unidade, Units a R$ 0,50 e ações preferenciais classe B (PNB) a R$ 0,25. Os novos papéis devem ser creditados aos investidores em 18 de dezembro.
Contexto da Crise
A Raízen atribui sua crise a custos elevados de endividamento, exacerbados pela taxa básica de juros (Selic) em níveis altos. O Comitê de Política Monetária (Copom) tem mantido uma política monetária restritiva, citando riscos de inflação e outras questões econômicas.
Opinião
A redução da dívida da Raízen é um passo significativo, mas os desafios financeiros da empresa ainda exigem atenção e estratégia eficaz para garantir sua recuperação.





