O atual governador do Piauí, Rafael Fonteles, é um dos nomes mais cotados para assumir o Ministério da Fazenda no quarto mandato de Luiz Inácio Lula da Silva. Contudo, sua gestão à frente das contas do estado tem gerado questionamentos. Desde que assumiu o governo em 2023, Fonteles deixou um déficit fiscal de R$ 1,25 bilhão em 2025, com um orçamento que saltou de R$ 17,6 bilhões em 2022 para R$ 30,6 bilhões em 2025.
A expectativa de reversão da situação fiscal do Piauí é projetada para 2029, mesmo com a recente duplicação da arrecadação, impulsionada pela expansão da fronteira agrícola. Apesar do aumento na capacidade de investimento público, o estado ainda enfrenta desafios no mercado de trabalho, com uma taxa de desemprego de 8,3% em 2026, a quarta maior do país, conforme dados do IBGE.
Expectativas e Críticas
Embora alguns agentes do mercado financeiro vejam com otimismo a candidatura de Fonteles, sua trajetória como ex-secretário da Fazenda e sua formação em Matemática pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), além do mestrado em economia matemática pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), são destacados como diferenciais. Fonteles defendeu o equilíbrio fiscal no seu livro, Diretrizes de Longo Prazo de Desenvolvimento do Estado do Piauí, publicado em 2025.
Entretanto, analistas alertam que a escolha de Fonteles não resolverá, por si só, o problema fiscal do Brasil. Para que ele tenha sucesso, será essencial o apoio explícito de Lula para implementar cortes de gastos, evitando que sua credibilidade seja desgastada por pressões políticas internas.
Opinião
A escolha de Rafael Fonteles para o Ministério da Fazenda pode trazer esperança, mas a situação fiscal do Piauí revela desafios que precisam ser enfrentados com seriedade e compromisso.





