O desfile da Acadêmicos de Niterói, realizado no dia 15 de outubro, em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, gerou polêmica e reações entre políticos da oposição. O PT defendeu a legalidade do evento, afirmando que se tratava de uma manifestação artística e cultural garantida pela Constituição.
O samba-enredo intitulado “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil” contou a história de Lula e fez críticas a ex-presidentes como Michel Temer e Jair Bolsonaro. Embora Lula tenha assistido ao desfile do camarote, ao lado da primeira-dama Rosângela Janja da Silva, ela decidiu não participar do desfile para evitar perseguições.
Após o evento, o senador Flávio Bolsonaro anunciou que acionará a justiça contra o desfile, alegando ataques a seu pai. O partido PL também se manifestou, afirmando que o desfile interfere nas eleições ao promover a imagem de Lula, que é pré-candidato à reeleição.
O TSE já havia rejeitado pedidos de censura prévia ao desfile, afirmando que não cabia tal medida, mas que eventuais ilícitos poderiam ser analisados posteriormente. O PT reafirma que não houve propaganda eleitoral irregular, destacando que a exaltação de qualidades pessoais de um agente político não configura propaganda eleitoral segundo a legislação vigente.
Opinião
A polêmica em torno do desfile da Acadêmicos de Niterói reflete as tensões políticas atuais e a forma como a arte pode ser interpretada no contexto eleitoral.
