No Dia Mundial do Albatroz, celebrado em 19 de outubro, a situação crítica das aves marinhas é lembrada. O Acordo para a Conservação de Albatrozes e Petréis, em vigor desde 2006, visa conscientizar sobre a importância dessas espécies e a urgência de protegê-las. Com 22 espécies de albatrozes no mundo, metade frequenta as águas brasileiras em busca de alimento.
A pesca de espinhel, uma técnica passiva que utiliza longas linhas com anzóis, é responsável pela captura incidental de cerca de 300 mil aves marinhas anualmente em todo o mundo, incluindo de 30 a 40 mil albatrozes e petréis. No Brasil, aproximadamente 4 mil albatrozes morrem devido a essa prática, especialmente em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.
Projeto Albatroz e suas iniciativas
O Projeto Albatroz, fundado em 1990 pela bióloga Tatiana Neves, tem se dedicado à conservação dessas aves, recebendo patrocínio da Petrobras desde 2006. Em 2023, foi inaugurado o Centro de Visitação e Educação Ambiental em Cabo Frio, que oferece trilhas e atividades de educação ambiental para promover a conscientização sobre a importância dos albatrozes e petréis.
Medidas Mitigadoras e Desafios
As medidas mitigadoras propostas, como a largada noturna dos anzóis e o uso de pesos de chumbo, podem reduzir a captura incidental em até 90%. Contudo, a bióloga Tatiana Neves alerta que a implementação dessas medidas ainda é insuficiente, e a fiscalização em alto-mar é um desafio.
O Plano de Ação Nacional para a Conservação de Albatrozes e Petréis, coordenado pelo ICMBio, é a principal política pública para proteger essas aves, visando mitigar a captura acidental e proteger áreas de reprodução. O Ibama já realiza ações de fiscalização, mas a verificação das medidas em alto-mar ainda precisa de melhorias, como o uso de sistemas de monitoramento por câmeras.
Opinião
A preservação dos albatrozes é um desafio que requer a colaboração de pescadores, governos e a sociedade. Medidas eficazes e fiscalização rigorosa são essenciais para garantir a sobrevivência dessas aves ameaçadas.





