No fim de semana de 21 e 22 de outubro de 2023, a Premier League registrou quatro casos de racismo, gerando indignação e promessas de medidas rigorosas contra os torcedores identificados. Os ataques ocorreram após partidas em que jogadores como Wesley Fofana e Hannibal Mejbri foram alvos de ofensas racistas nas redes sociais.
Casos de ofensas racistas
Após o empate entre Chelsea e Burnley, Wesley Fofana e Hannibal Mejbri foram alvo de mensagens racistas. Fofana, que foi expulso aos 27 minutos do segundo tempo, viu sua equipe sofrer um empate nos acréscimos e, em seguida, passou a receber ataques racistas. Ele compartilhou algumas das mensagens e comentou sobre a falta de punição aos infratores.
Hannibal, por sua vez, estava envolvido em uma jogada que resultou em um cartão amarelo e também foi atacado nas redes sociais. O jogador tunisiano expressou sua frustração ao afirmar: “Estamos em 2026 e ainda existem pessoas assim. Eduquem a si mesmos e a seus filhos, por favor”.
A situação de Arokodare e Mundle
No domingo, Toluwalase Arokodare, do Wolverhampton, e Romaine Mundle, do Sunderland, também sofreram ofensas racistas. Arokodare, após perder um pênalti na derrota por 1 a 0 para o Crystal Palace, foi alvo de mensagens ofensivas, enquanto Mundle, que perdeu uma clara oportunidade de gol, deixou o campo chorando e desativou seu perfil nas redes sociais após receber ataques.
Compromisso da Premier League
A Premier League afirmou que tomará medidas rigorosas contra torcedores identificados, podendo baní-los permanentemente dos estádios no Reino Unido. A entidade também destacou sua cooperação com unidades especializadas na investigação de abusos online, e que os clubes estão trabalhando juntos para identificar os responsáveis pelas ofensas.
Opinião
É alarmante que, em pleno 2026, casos de racismo ainda sejam recorrentes no futebol. A resposta da Premier League é um passo importante, mas é necessário que ações efetivas sejam implementadas para coibir esse tipo de comportamento.
