A Polícia Federal abriu um inquérito em 05 de fevereiro de 2026 para investigar as relações entre o Grupo Fictor e o Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central. A investigação surgiu após o pedido de recuperação judicial da Fictor, que enfrenta dívidas de cerca de R$ 4 bilhões.
O inquérito foca na suposta tentativa de compra do Banco Master pela Fictor, em parceria com investidores árabes, anunciada um dia antes da liquidação do banco. O banqueiro Daniel Vorcaro, que liderava o Banco Master, foi preso ao tentar viajar para os Emirados Árabes Unidos para finalizar a negociação.
Contexto da Investigação
A liquidação do Banco Master ocorreu em um momento crítico, e Vorcaro alega que a intervenção do Banco Central foi precipitada, afetando as negociações em andamento. A Fictor, por sua vez, argumenta que a crise de liquidez que levou ao seu pedido de recuperação judicial foi exacerbada pela liquidação do banco, o que gerou desconfiança entre investidores e resultou em uma avalanche de notícias negativas.
Com o inquérito em andamento, a Polícia Federal investiga crimes de gestão fraudulenta, apropriação indébita financeira e a operação de instituição financeira sem autorização, entre outros. A análise das relações financeiras e societárias entre a Fictor e o Banco Master é um dos focos principais da investigação.
Reações e Consequências
Na véspera da liquidação, representantes do Banco Master tentaram dialogar com o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton Aquino, sobre as negociações com a Fictor. No entanto, a operação da Polícia Federal já estava em curso, levando à liquidação do banco no dia seguinte.
Opinião
A situação envolvendo o Grupo Fictor e o Banco Master evidencia a fragilidade do sistema financeiro e a necessidade de uma investigação rigorosa para esclarecer os fatos e responsabilizar os envolvidos.





