A Polícia Federal (PF) indiciou, em 6 de agosto de 2026, a antiga cúpula do INSS por envolvimento em um esquema de fraude que resultou em um rombo de R$ 6,3 bilhões a aposentados e pensionistas. A investigação, que faz parte da Operação Sem Desconto, revelou que mensalidades associativas foram cobradas de forma irregular, impactando diretamente os benefícios previdenciários de milhares de brasileiros.
Entre os indiciados, destaca-se Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS, além de outros ex-integrantes da cúpula do órgão, como Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, ex-procurador-geral, e André Paulo Félix Fidelis, ex-diretor de Benefícios. O relatório final foi enviado ao ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), que deve encaminhar o processo para a Procuradoria-Geral da República (PGR).
Investigações e Desdobramentos
As investigações, iniciadas pela Controladoria-Geral da União (CGU) em 2023 e repassadas à PF em 2024, apontaram que o grupo manipulou dados do INSS para favorecer a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), permitindo concessões de aposentadorias com informações falsificadas. Isso resultou em cobranças indevidas entre 2019 e 2024, com pagamentos de propinas mensais que chegaram a R$ 250.000,00 para garantir a omissão fiscalizatória.
Além disso, a PF bloqueou mais de R$ 6 bilhões em bens dos envolvidos para tentar recuperar os valores desviados. A Advocacia-Geral da União (AGU) já conseguiu devolver R$ 4,5 bilhões a aproximadamente 4,8 milhões de vítimas da fraude.
Defesa e Reações
A defesa de Alessandro Stefanutto nega qualquer envolvimento no esquema, afirmando que a análise dos autos demonstrará sua inocência. A defesa ressalta que o indiciamento é uma fase investigativa e não uma condenação, pedindo cautela na divulgação de informações até que todos os elementos sejam apresentados e analisados no devido processo legal.
Opinião
A gravidade das acusações contra a antiga cúpula do INSS evidencia a necessidade de uma fiscalização rigorosa nas instituições públicas para proteger os direitos dos cidadãos.





