Política

Polícia Federal apreende celulares e computadores em investigação sobre Banco Master

Polícia Federal apreende celulares e computadores em investigação sobre Banco Master

A Polícia Federal deflagrou, no dia 27 de setembro de 2023, as operações Zehut e Charitzut em Mato Grosso do Sul e São Paulo, visando investigar suspeitas de irregularidades em investimentos de institutos previdenciários municipais no Banco Master. Durante as ações, foram apreendidos seis celulares, seis computadores, quatro HDs, dois pendrives e documentos relevantes que podem indicar fraudes.

Apreensões e medidas cautelares

As operações resultaram na apreensão de uma arma de fogo com munições legais, além de armas ilegais que foram encaminhadas à Polícia Civil para a lavratura de flagrante. A investigação está focada nos investimentos que somam quase R$ 10 milhões feitos por institutos previdenciários no Banco Master, que entrou em liquidação extrajudicial em 2022. O IpreFSul investiu aproximadamente R$ 7 milhões, enquanto o IPA aplicou cerca de R$ 2 milhões, e o IMPCG cerca de R$ 3,7 milhões.

Contexto da investigação

As operações foram realizadas em simultâneo em Angélica, Fátima do Sul e São Paulo, com um total de dez mandados de busca e apreensão. A Justiça também determinou medidas cautelares, que incluem o afastamento de alguns investigados de funções públicas. As operações receberam nomes que fazem referência a princípios de diligência e prudência na administração de recursos públicos.

Críticas e reações

A suspeita de irregularidades reacende debates sobre a segurança dos investimentos realizados por fundos previdenciários em instituições financeiras de maior risco. O IMPCG, durante a gestão de Camilla Nascimento, atual vice-prefeita de Campo Grande, foi criticado por manter investimentos no Banco Master, mesmo após alertas de sindicalistas sobre os riscos envolvidos. As taxas de empréstimos consignados oferecidas pelo banco eram significativamente superiores às praticadas por bancos tradicionais.

Desdobramentos e busca por soluções

Após a crise envolvendo o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro, houve discussões entre representantes do IMPCG e vereadores sobre estratégias para recuperar os recursos aplicados. O atual presidente do instituto, Marcos Tabosa, defendeu anteriormente que o Banco Master estava habilitado pelo Ministério da Previdência e possuía uma classificação de risco considerada positiva.

Opinião

A situação envolvendo o Banco Master e os institutos previdenciários levanta questões cruciais sobre a gestão de recursos públicos e a necessidade de maior fiscalização em investimentos de risco.