Quatro pessoas morreram em confrontos com as forças de segurança em Mato Grosso do Sul entre a tarde de 12 e a manhã de 13 de outubro de 2023. As ocorrências, registradas nos municípios de Dourados, Ivinhema e Maracaju, envolvem ações distintas da Polícia Militar e da Polícia Civil.
Confrontos em Maracaju e Ivinhema
O caso mais recente ocorreu em Maracaju, onde Frank R. de O. Pereira, integrante do Comando Vermelho, morreu durante uma ação da Polícia Civil que cumpria mandados de busca e apreensão. Durante a abordagem, Frank teria reagido com disparos, sendo atingido pelos policiais. Ele foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
Na noite de quarta-feira, Gyovana Freitas Guarienti, de 27 anos, e Jhonatan Mariano Souza dos Santos, de 25, também morreram em um confronto com a Polícia Militar em Ivinhema. Os policiais, após receberem uma denúncia anônima, tentaram abordar a motocicleta em que os dois estavam, mas, segundo a versão policial, Gyovana e Jhonatan reagiram armados.
Gabriel Siqueira Gondim em Dourados
Horas antes, na tarde de quarta-feira, Gabriel Siqueira Gondim, conhecido como ‘Bibi’, foi morto em Dourados após reagir a uma abordagem do Getam (Grupo Especializado Tático de Motos). Ele estava em frente a uma residência e, ao ser abordado, teria sacado um revólver, sendo atingido em seguida.
Operação contra o tráfico de drogas
Essas mortes fazem parte de uma operação que começou na terça-feira anterior, com o objetivo de combater o tráfico de drogas e a atuação de facções criminosas na região. Até a manhã de quinta-feira, sete pessoas haviam sido presas em decorrência das ações policiais.
Estatísticas alarmantes
Com esses quatro casos, o Estado de Mato Grosso do Sul registra um total de 105 mortes decorrentes de intervenções policiais em 2023. Os dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) apontam um aumento significativo nas mortes ao longo do ano, com 11 vítimas em janeiro e 22 em julho.
Opinião
Os números crescentes de mortes em confrontos policiais em Mato Grosso do Sul levantam questões sobre a eficácia das operações e a necessidade de um debate mais profundo sobre segurança pública.





