O Brasil atingiu em 2024 o maior Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de sua história, com nota 0,805. No entanto, essa conquista expõe um contraste significativo: o país abriga dois “Brasis”, um que já superou o nível muito alto e outro que ainda luta para alcançá-lo.
Desempenho desigual entre regiões
Os dados do radar IDHM revelam que, considerando os critérios de longevidade, renda e educação, as unidades federativas com melhor desempenho são o Distrito Federal e as regiões Sul e Sudeste. Em contrapartida, os piores resultados se concentram nas regiões Norte e Nordeste.
No critério de renda, o Distrito Federal lidera com 0,866, seguido por São Paulo (0,799) e Santa Catarina (0,797). Os estados com as notas mais baixas são Maranhão (0,658), Ceará (0,677) e Amazonas (0,680).
Em educação, o Distrito Federal também se destaca com 0,851, seguido por São Paulo (0,850) e Rio de Janeiro (0,826). Os piores desempenhos são de Sergipe (0,731), Paraíba (0,730) e Alagoas (0,729).
O que dizem os especialistas
A chefe do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no Brasil, Betina Barbosa, destacou que, embora os estados do Norte e Nordeste apresentem desempenho inferior, todos ainda se enquadram na faixa de alto desenvolvimento humano. Ela afirmou que esses estados têm uma maior margem para avanços mais rápidos, observando que “os estados que lideram o ranking tendem a crescer mais devagar”.
O IDHM de longevidade do Distrito Federal é 0,913, e o índice de educação é 0,851. Em comparação, o IDHM de renda do Brasil subiu de 0,752 para 0,760 em 2024, e o índice de longevidade aumentou de 0,857 para 0,860.
Opinião
A análise do IDHM em 2024 revela um Brasil em transição, com conquistas significativas, mas também com desafios persistentes, especialmente nas regiões mais carentes.
Opinião
O aumento do IDHM é um sinal positivo, mas a desigualdade entre as regiões deve ser abordada com urgência para garantir um futuro mais equitativo para todos os brasileiros.





