A Petrobras anunciou que pode reduzir o impacto da alta do petróleo no Brasil, ao mesmo tempo em que busca manter a rentabilidade da companhia. A informação foi divulgada em uma nota enviada à Agência Brasil, onde a estatal reafirma o compromisso de mitigar os efeitos da volatilidade no mercado internacional de energia, intensificada por guerras e tensões geopolíticas.
No dia 9 de outubro de 2023, o preço do barril de petróleo chegou a US$ 120, impulsionado pela guerra no Irã e pelo fechamento do Estreito de Ormuz, que é responsável por cerca de 25% do petróleo mundial. Apesar dessa alta, após declarações do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, sobre o fim do conflito, o preço do barril Brent caiu, sendo comercializado abaixo de US$ 100, mas ainda acima de US$ 70, valor médio anterior ao conflito.
Estratégia da Petrobras
A Petrobras destacou que a redução dos efeitos da inflação global devido à alta do petróleo é possível porque a empresa abandonou, em 2023, a política de paridade do preço internacional. Essa política, que previa a revenda de acordo com os preços globais, foi substituída por uma abordagem que considera as melhores condições de refino e logística.
“O que nos permite promover períodos de estabilidade nos preços ao mesmo tempo que resguarda a nossa rentabilidade de maneira sustentável”, diz a nota. A empresa também enfatiza que, por questões concorrenciais, não pode antecipar decisões, mas se compromete a atuar de forma responsável e transparente para a sociedade brasileira.
Limitações da Ação
Segundo a diretora técnica do Instituto de Estudos Estratégicos em Petróleo (Ineep), Ticiana Álvares, a capacidade da Petrobras de mitigar os efeitos da alta do petróleo é limitada, especialmente porque o Brasil ainda é um grande importador de derivados, como gasolina e diesel. Ela ressalta que a privatização de refinarias, como a da Bahia (Rlam), reduz a capacidade da empresa de controlar os preços.
Opinião
A Petrobras enfrenta um desafio significativo ao tentar equilibrar a rentabilidade e a estabilidade de preços em um cenário global volátil, exigindo uma estratégia cuidadosa para proteger os consumidores brasileiros.






