A Petrobras anunciou um reajuste médio de 7,2% no querosene de aviação (QAV), que entrará em vigor a partir de 01/11/2026. O aumento representa um acréscimo de R$ 0,45 por litro em relação ao mês anterior, quando já havia ocorrido um reajuste de 11,76%, ou R$ 0,65 por litro.
Impacto e Justificativas
A participação da Petrobras na produção nacional de QAV é de cerca de 85%, embora o mercado esteja aberto à concorrência. O aumento foi atribuído à alta das cotações internacionais do combustível, em um cenário marcado por tensões geopolíticas no Oriente Médio e pela redução da capacidade de refino na Rússia e na Ucrânia devido ao conflito entre os dois países.
A companhia destacou que, apesar dos reajustes internacionais ocorrerem diariamente, as variações acumuladas no Brasil têm sido menores. O valor do QAV é ajustado mensalmente, seguindo uma fórmula paramétrica prevista em contrato, que visa amortecer as oscilações de curto prazo.
Consequências para o Setor Aéreo
Segundo a Associação Brasileira de Empresas Aéreas, a participação do QAV nos custos operacionais das companhias aéreas subiu de 30% para mais de 45% desde o início dos conflitos no Oriente Médio. Essa situação gera preocupações sobre o impacto financeiro e operacional para as empresas do setor.
Opinião
O reajuste no querosene de aviação revela o impacto das tensões internacionais no mercado local, exigindo atenção das autoridades e do setor aéreo para mitigar os efeitos nos custos operacionais.





