O PDT protocolou uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a anulação da recente eleição da mesa diretora da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), que elegeu Douglas Ruas (PL) como novo presidente. A votação, que ocorreu em 17 de abril de 2026, é contestada pelo partido, que argumenta que deveria ter sido realizada de forma secreta.
A ação, protocolada em 20 de abril de 2026, levanta preocupações sobre possíveis “tentativas de cooptação, intimidação ou influência indevida” devido ao voto aberto. O ex-governador Cláudio Castro (PL) renunciou ao cargo para concorrer ao Senado, o que complicou ainda mais a situação política no estado.
O cenário se agrava com a cassação e prisão do deputado Rodrigo Bacellar (União), que ocupava a presidência da Alerj antes de ser afastado. O atual presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Ricardo Couto de Castro, assume a linha sucessória, mas a definição da sucessão no governo fluminense depende agora da decisão do STF.
O plenário do STF já se manifestou com uma maioria de 4 a 1 a favor da realização de eleições indiretas para a escolha do próximo governador, mas o ministro Flávio Dino pediu vista do caso, o que pode atrasar a definição em até 90 dias.
Opinião
A situação política no Rio de Janeiro reflete a complexidade e a fragilidade das instituições, onde a judicialização se torna cada vez mais comum em momentos de crise.





