Política

Paulo Henrique Costa é preso após diálogos sobre negócios com imóveis e Banco Master

Paulo Henrique Costa é preso após diálogos sobre negócios com imóveis e Banco Master

A Polícia Federal (PF) prendeu, nesta quinta-feira (16), o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, em uma nova fase da operação Compliance Zero. A prisão está relacionada a diálogos encontrados no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, que revelam uma íntima relação entre os dois em negócios envolvendo imóveis.

As investigações apontam que Costa estava negociando apartamentos em troca de vantagens ao Banco Master, de Vorcaro. Durante as conversas, Costa expressou interesse em mostrar um apartamento em São Paulo à sua esposa, o que foi considerado “legal” por Vorcaro. Essas mensagens foram inicialmente divulgadas pelo blog do repórter Fausto Macedo e confirmadas por fontes da Gazeta do Povo.

Negociações e Barreira do Banco Central

Os diálogos coincidem com o período em que o BRB estava negociando a compra do Banco Master, em março do ano passado. No entanto, em setembro, o Banco Central barrou a negociação devido a fragilidades e riscos identificados na operação. A investigação revelou que, após as negociações, Costa e Vorcaro criaram uma holding financeira, com Costa atuando como CEO, e que os imóveis adquiridos com propina seriam registrados em nome dessa nova empresa.

Valores Envolvidos e Críticas à Prisão

O valor total empregado nas transações de imóveis chega a R$ 75 milhões, podendo alcançar até R$ 140 milhões. A defesa de Paulo Henrique Costa criticou a prisão, alegando que não havia perigo para o andamento das investigações. O advogado Cleber Lopes afirmou que a defesa considera a prisão “absolutamente desnecessária” e que Costa não cometeu crime algum.

Por outro lado, a defesa de Daniel Vorcaro optou por não comentar sobre os desdobramentos do caso.

Opinião

A prisão de Paulo Henrique Costa levanta questões sobre a integridade das negociações no setor financeiro e a necessidade de maior transparência nas relações entre instituições bancárias e seus executivos.