O procurador-geral da República, Paulo Gonet, declarou que uma das principais prioridades da PGR para o ano de 2026 é impedir a entrada de facções criminosas e milícias no processo eleitoral. Gonet enfatizou que o Brasil não pode conviver com ‘estados paralelos’ montados por organizações criminosas.
Em entrevista ao podcast EsferaCast, Gonet afirmou: “O Estado brasileiro não pode conviver com estados paralelos montados e dirigidos por organizações criminosas”. Ele destacou que a Procuradoria-Geral da República e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estão atentos a abusos de poder político e econômico, citando casos em que facções impedem candidatos de realizar campanhas em territórios dominados.
Classificação de Grupos como Terroristas
Questionado sobre a recente classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas pelos Estados Unidos, Gonet reconheceu que essa medida traz uma perspectiva negativa para a imagem do Brasil, mas também serve como um estímulo para a união entre os poderes. Ele comentou: “Evidentemente que não é bom, porque expõe o Brasil a perspectivas negativas, mas tem um aspecto positivo, pois estimula todos os atores do poder público a se unirem para enfrentar esse mal”.
Desafios da Inteligência Artificial
Além das ameaças das facções, Gonet identificou a Inteligência Artificial como um desafio significativo para a integridade das campanhas eleitorais. Ele admitiu a dificuldade em distinguir conteúdos maliciosos de informações verdadeiras em tempo real. “Nós vamos ter que ter alguns parâmetros abstratos e seguir confrontando os casos com esses parâmetros”, afirmou.
O procurador garantiu que a PGR atuará imediatamente diante de indícios de deepfakes, assegurando que a integridade das eleições será uma prioridade.
Opinião
A preocupação expressa por Gonet reflete a urgência em garantir um processo eleitoral limpo e seguro, essencial para a saúde da democracia no Brasil.





