No Parque Nacional Hustai, na Mongólia, 354 cavalos selvagens takhi correm livres por morros e estepes. Este animal, que enfrentou a extinção na natureza por quase três décadas, voltou a habitar terras mongóis após um projeto de restauração que envolveu pesquisadores locais e estrangeiros. O takhi, conhecido internacionalmente como cavalo-de-Przewalski, é um dos principais símbolos do país, representando orgulho nacional.
História de Restauração
A reintrodução do takhi começou em 5 de junho de 1992, com a chegada de 15 cavalos ao parque. Desde então, a população cresceu, e atualmente, há cerca de 800 animais na Mongólia, incluindo duas populações reintroduzidas em áreas protegidas. O diretor do parque, Dashpurev Tserendeleg, destaca que a cooperação internacional foi fundamental para evitar o desaparecimento da espécie. “Esse é o nosso maior sucesso”, afirma Tserendeleg.
Desafios Ambientais
Com 50 mil hectares, Hustai é um dos menores parques nacionais da Mongólia, e cerca de 90% de sua receita provém do turismo. No entanto, a conservação do takhi enfrenta desafios significativos, como a mudança climática e o aumento do número de animais domésticos, que pressionam as estepes já degradadas. A Mongólia possui cerca de 58 milhões de animais de rebanho, e a degradação dos pastos tem se intensificado devido a secas e invernos rigorosos.
Iniciativas de Conservação
Para mitigar esses desafios, o parque tem apoiado iniciativas que buscam criar alternativas econômicas para as famílias nômades, reduzindo a dependência da pecuária. Iniciativas como turismo comunitário, agricultura em estufas e artesanato são algumas das estratégias adotadas. “Se os pastores tiverem outras fontes de renda, não precisarão aumentar tanto o número de animais”, explica Tserendeleg.
Opinião
A história do takhi é inspiradora e mostra como a colaboração internacional pode resultar em sucessos significativos na conservação da biodiversidade. No entanto, os desafios enfrentados pelo Parque Nacional Hustai revelam a necessidade urgente de ações contínuas para proteger tanto a fauna quanto a flora da Mongólia.





