O Paraná está se reerguendo no cenário nacional da cafeicultura, cinquenta anos após a devastadora Geada Negra de 17 de julho de 1975, que dizimou cerca de 60% dos cafezais do estado. O evento climático extremo causou a morte de muitas plantas, afetando profundamente a economia local e forçando trabalhadores a deixarem o campo.
A recuperação da produção de café no Paraná foi impulsionada pelo IDR-Paraná, que, através de pesquisas, desenvolveu plantas mais resistentes e adaptadas ao clima local. Os agricultores foram orientados a focar na qualidade, utilizando técnicas modernas como a secagem em terreiros suspensos e a fermentação controlada, elevando o valor do café paranaense no mercado.
Qualidade e Indicação Geográfica
Os cafés paranaenses são agora reconhecidos por suas características únicas, garantidas por selos de Indicação Geográfica (IG) e Denominação de Origem (DO). O Norte Pioneiro foi pioneiro ao registrar a IG em 2012, seguido por Mandaguari e a Serra de Apucarana, que agora representam a 24ª IG do estado, abrangendo cerca de 300 produtores.
Impulsão do Turismo com a Rota do Café
Em 2009, o Paraná lançou a Rota do Café, um roteiro turístico que permite aos visitantes conhecerem o processo de produção do café, desde o cultivo até a degustação. Cidades como Londrina e Ibiporã são algumas das paradas desse trajeto, que tem atraído turistas interessados na rica tradição cafeeira do estado.
Além disso, a marca mineira de cafés especiais Coffee++ lançou uma linha específica chamada Paraná, utilizando grãos de cooperativas locais, homenageando os produtores que mantiveram a cafeicultura viva após a Geada Negra.
Opinião
A recuperação da cafeicultura no Paraná é um exemplo inspirador de como a inovação e a tradição podem se unir para revitalizar uma economia local devastada.





