A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) está em discussões sobre a possibilidade de ajudar navios a atravessar o bloqueado Estreito de Ormuz, caso a via marítima não seja reaberta. O comandante supremo aliado da Otan na Europa, Alexus Grynkewich, fez essa afirmação durante uma coletiva de imprensa na terça-feira, 19 de setembro.
Grykewich enfatizou que “a direção política vem primeiro, e então o planejamento formal acontece depois”, indicando que a ideia está sendo seriamente considerada. Segundo um diplomata de um país da Otan, a proposta já conta com o apoio de vários integrantes da aliança, mas ainda não possui a unanimidade necessária para avançar.
Resistências e Tensão no Cenário Atual
Apesar do apoio, alguns aliados da Otan resistem à autorização de uma missão no estreito. Uma autoridade sênior da Otan destacou que, embora existam objeções, a tendência é que os aliados se unam à proposta se o bloqueio continuar. O comandante Grynkewich mencionou que é do interesse dos aliados garantir que embarcações comerciais possam voltar a circular pelo estreito, especialmente após o Irã disparar mísseis contra o território da aliança.
Ele alertou que a paralisação está afetando negativamente todas as economias dos países aliados, impactando, a longo prazo, a capacidade industrial militar. A eventual operação representaria uma mudança significativa na postura da aliança militar em relação à guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Desafios e Tentativas Frustradas
Até o momento, os aliados da Otan defendiam que qualquer envolvimento no estreito ocorreria apenas após o fim dos combates e com a formação de uma ampla coalizão internacional, incluindo países fora da Otan. Além disso, ainda não está claro como os países da Otan poderiam garantir a passagem segura de embarcações comerciais pelo estreito. Uma tentativa recente dos EUA de assegurar essa passagem foi interrompida poucos dias após seu lançamento, apesar da considerável capacidade militar de Washington.
Opinião
A discussão sobre a missão da Otan no Estreito de Ormuz revela a complexidade das relações internacionais e a necessidade de um consenso entre os aliados diante de ameaças comuns.





