Desdobramentos da Operação Leviatã, realizada em 27 de outubro, revelam a intensificação do conflito entre o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) em Mato Grosso do Sul. O titular da Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar), Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa, destacou que as ações policiais têm sido essenciais para mapear o comportamento dessas facções, que estão em uma guerra violenta pelo domínio territorial.
Na operação, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e 5 mandados de prisão. Infelizmente, a ação resultou na morte de Fabrício Troch Soares, de 33 anos, conhecido como “Branco do CV”, que não resistiu aos ferimentos após ser socorrido. O delegado enfatizou que a violência entre as facções gera não apenas mortes entre os criminosos, mas também um clima de caos e insegurança para a população local.
Conflito entre PCC e CV
O conflito entre o PCC e o CV tem se intensificado, especialmente na região de fronteira, onde a migração de faccionados de Mato Grosso para Mato Grosso do Sul tem sido uma preocupação crescente. As autoridades relatam que a guerra entre essas facções se agrava, com atos violentos frequentemente ocorrendo na presença de crianças e famílias, aumentando o clima de medo na população.
Além disso, o aumento de mortes na fronteira desde meados do ano passado está diretamente relacionado ao aumento da produção de cocaína, que se tornou mais barata devido à maior oferta. O secretário de Justiça e Segurança Pública, Antônio Carlos Videira, afirmou que a cocaína se popularizou, o que contribui para a rivalidade entre as facções.
Ações policiais integradas
As operações policiais integradas, como a Operação Leviatã, são vistas como fundamentais para combater a tentativa de domínio territorial das facções. As forças de segurança pública de Mato Grosso do Sul afirmam que continuarão a realizar ações para identificar e prender outros faccionados, sem medir esforços para restabelecer a ordem na região.
Opinião
A escalada da violência entre PCC e CV em Mato Grosso do Sul exige uma resposta contundente das autoridades, reforçando a necessidade de ações integradas e contínuas para proteger a população e restaurar a segurança.





