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OpenAI adia IPO e provoca queda de ações no Japão e na Ásia; veja detalhes!

OpenAI adia IPO e provoca queda de ações no Japão e na Ásia; veja detalhes!

As ações despencaram no Japão e em toda a Ásia na manhã de 14 de outubro, lideradas por uma onda de vendas de papéis de tecnologia. O motivo foi o aumento das preocupações sobre a segurança no desenvolvimento da inteligência artificial. Nesse contexto, a OpenAI, criadora do ChatGPT, anunciou o adiamento de seus planos de uma oferta pública inicial de ações (IPO) para 2026.

Queda nos índices asiáticos

O índice Nikkei, da Bolsa de Valores de Tóquio, caiu mais de 1.200 pontos, ou 2%, ficando abaixo dos 63 mil pontos durante o pregão pela primeira vez em mais de um mês. Na Coreia do Sul, o Kospi recuou mais de 3%, enquanto o Taiex, de Taiwan, caiu quase 2%. A pressão das ações de empresas ligadas à inteligência artificial foi um dos principais fatores para essa queda.

Impacto no SoftBank

Entre as empresas afetadas, o SoftBank Group viu suas ações despencarem 13%, a maior queda intradiária desde o fim de junho. O conglomerado japonês fez grandes apostas na OpenAI, comprometendo-se com mais de US$ 64 bilhões para adquirir uma participação de cerca de 13% na empresa americana. O fundador do SoftBank, Masayoshi Son, ampliou os investimentos do grupo em toda a cadeia de suprimentos de IA, resultando em várias emissões de títulos para investidores de varejo neste ano.

Perspectivas de IPO e segurança

As perspectivas para a estreia da OpenAI no mercado acionário diminuíram significativamente. O CEO Sam Altman declarou que a empresa não abrirá capital em 2026 devido a “tudo o que está acontecendo com a segurança”. Inicialmente, a OpenAI pretendia abrir capital nos EUA até setembro, com uma avaliação de US$ 1 trilhão ou mais. A Fitch Ratings destacou, em relatório, que um IPO da OpenAI poderia fortalecer o perfil de financiamento do SoftBank, ressaltando a importância da startup de IA para a carteira de investimentos do grupo japonês.

Pressões externas e preços do petróleo

A queda das ações asiáticas também foi influenciada por fatores externos. Os preços do petróleo, impulsionados pelo conflito no Oriente Médio, estavam em alta, com o Brent sendo negociado a US$ 108 por barril, com valorização superior a 3%. O petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, também subia mais de 3%, aproximando-se da máxima de quatro meses, de US$ 104 por barril.

Opinião

A situação atual destaca a fragilidade dos mercados diante de incertezas sobre a tecnologia e a segurança, refletindo a necessidade de um equilíbrio entre inovação e responsabilidade.