Eleições

Onze detidos, incluindo assistente de LFI, por assassinato de ativista em Lyon

Onze detidos, incluindo assistente de LFI, por assassinato de ativista em Lyon

Onze pessoas foram presas pelo possível envolvimento no assassinato de Quentin Deranque, um ativista de extrema direita, que foi espancado em Lyon. O crime expôs profundas tensões políticas na França, especialmente às vésperas das eleições locais e da eleição presidencial de 2024.

Deranque, de 23 anos, faleceu no último sábado após ser agredido por ativistas de extrema esquerda do lado de fora de uma conferência organizada por Rima Hassan, eurodeputada do partido França Insubmissa (LFI). O incidente gerou uma onda de reações nas redes sociais, com vídeos do confronto sendo amplamente compartilhados.

A Procuradoria de Lyon anunciou que uma investigação de homicídio foi aberta, resultando em mais duas prisões na quarta-feira, elevando o total para 11 detidos. O deputado Raphael Arnault, do LFI, confirmou que seu assistente estava entre os presos e disse que havia paralisado todas as atividades parlamentares do auxiliar.

Após o ocorrido, Jean-Luc Mélenchon, líder da LFI, fez um apelo à calma, afirmando que não se deve alimentar a incitação à justiça pelas próprias mãos. Em contrapartida, Jordan Bardella, presidente do partido de extrema direita Reunião Nacional, criticou a situação, alegando que Mélenchon havia “aberto as portas da Assembleia Nacional para supostos assassinos”.

O presidente francês, Emmanuel Macron, também pediu calma em suas declarações. Na segunda-feira, houve um minuto de silêncio em homenagem a Deranque na Assembleia Nacional em Paris, antes da sessão de perguntas ao governo.

Opinião

O assassinato de Quentin Deranque ressalta a crescente polarização política na França, onde as tensões entre a extrema esquerda e a extrema direita estão em ascensão.