A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e o Escritório de Propriedade Intelectual da União Europeia (Euipo) publicaram um relatório que revela a conexão entre o comércio ilegal de produtos falsificados e a exploração de trabalhadores. Segundo o estudo, países com alta incidência de falsificação geralmente apresentam condições trabalhistas precárias.
Desmantelamento de Fábrica em Monceau-sur-Sambre
Recentemente, a alfândega belga desmantelou uma fábrica clandestina de cigarros em Monceau-sur-Sambre, onde foram apreendidos 19 toneladas de tabaco e 1 milhão de cigarros. A operação revelou um alojamento precário com 42 camas, onde trabalhadores de origem vietnamita estavam alojados. Essa é a 11ª fábrica ilegal desmantelada na Bélgica em 2023.
Condições de Trabalho e Falsificação
O relatório da OCDE e Euipo enfatiza que a falsificação é frequentemente sustentada por práticas trabalhistas abusivas, que visam reduzir custos e maximizar lucros. O estudo aponta que regiões com menor proteção trabalhista são mais suscetíveis a esse tipo de exploração, onde trabalhadores enfrentam longas jornadas e condições de trabalho inseguras.
Recomendações da OCDE
A OCDE recomenda uma maior coordenação entre autoridades alfandegárias, inspetores do trabalho e órgãos policiais. O objetivo é integrar dados de apreensões com informações sobre as condições dos trabalhadores, buscando identificar setores e rotas comerciais onde a falsificação e a exploração da mão de obra ocorrem em conjunto.
Opinião
É crucial que as autoridades intensifiquem as ações para combater a exploração trabalhista e a falsificação, garantindo direitos e segurança aos trabalhadores.





