O Conselho da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul (OAB/MS), defendeu, por unanimidade, o afastamento cautelar do Ministro Alexandre de Moraes durante sessão extraordinária realizada no dia 8 de outubro de 2023, na sede da instituição, localizada na Avenida Mato Grosso, 4700, Campo Grande.
A decisão está ligada a uma investigação da Polícia Federal (PF) que aponta contatos entre Moraes e o ex-proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, desde 2023. Vorcaro teria solicitado ajuda a Moraes para interferir em investigações que o envolvem, o que levanta questões sobre a imparcialidade do Procurador-Geral da República, Paulo Gonet.
Contexto da Decisão
A posição do OAB/MS será levada à reunião do Colégio de Presidentes de Seccionais da OAB com a Diretoria do Conselho Federal, marcada para o dia 9 de outubro de 2023, em Brasília. A instituição defende a transparência e a preservação da credibilidade das instituições da República, além de exigir a devida apuração dos fatos.
A OAB/MS esclarece que a defesa do afastamento cautelar não representa uma antecipação de juízo de responsabilidade, mas uma medida necessária para garantir que os fatos sejam apurados com independência e transparência, respeitando o devido processo legal.
Investigações da PF
A investigação da PF revela que Vorcaro e Moraes se encontraram pelo menos seis vezes, com troca de mensagens sobre almoços, jantares e encontros informais. As mensagens analisadas indicam que Vorcaro tentou utilizar sua proximidade com o ministro para interferir nas investigações da PF e da Procuradoria-Geral da República (PGR), especialmente em meio ao avanço das investigações sobre o Banco Master.
Além disso, Vorcaro teria pedido repetidamente a Moraes que interviesse junto ao diretor da PF, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral Paulo Gonet, para atrasar ou evitar medidas judiciais contra ele.
Opinião
A situação exige uma análise cuidadosa, pois a confiança nas instituições democráticas é fundamental para a estabilidade do país.





