O ministro Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), publicou em 1º de setembro de 2026 um pacote de decisões que impacta diretamente a disputa eleitoral de 2026. Ao todo, foram sete decisões, das quais cinco resultaram na retirada de conteúdos e na proibição de novas divulgações.
Censura a críticas ao PT
Uma das decisões mais polêmicas envolveu a censura de um vídeo do deputado federal Filipe Barros (PL-PR), que fazia críticas ao PT ao associar políticos a uma “Copa da Corrupção”. Nunes Marques determinou a remoção do conteúdo em até 24 horas e proibiu a republicação do mesmo. O ministro destacou que o vídeo foi impulsionado, ampliando seu alcance negativo contra adversários políticos.
Remoção de publicações comparativas
Outra decisão determinou a retirada de seis publicações que comparavam a estrela do PT à suástica nazista. O material foi considerado ofensivo e, segundo Nunes Marques, ultrapassava os limites da liberdade de expressão, exigindo intervenção da Justiça Eleitoral.
Retirada de posts de Eduardo Bolsonaro
Nunes Marques também ordenou a remoção de publicações do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) que questionavam a segurança das urnas eletrônicas, proibindo a repetição de associações com a empresa Smartmatic, que não se referia ao sistema eleitoral brasileiro. A decisão se baseou em informações que não eram pertinentes ao contexto eleitoral.
Live de Flávio Bolsonaro mantida
Em um contraste com as outras decisões, Nunes Marques decidiu manter a live do senador Flávio Bolsonaro no YouTube, onde ele leu uma carta do ex-presidente Jair Bolsonaro. O pedido para retirar a live foi negado, pois o ministro considerou que a intervenção da Justiça Eleitoral deveria ser mínima em questões de liberdade de expressão.
Propaganda de Lula negada para suspensão
Além disso, o ministro também negou um pedido de suspensão de uma propaganda eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que questionava a relação de Flávio com o Banco Master. Nunes Marques entendeu que não havia evidências suficientes para justificar a suspensão imediata do material.
Opinião
As decisões de Nunes Marques refletem um delicado equilíbrio entre a liberdade de expressão e a necessidade de proteger a integridade do processo eleitoral, levantando questões sobre os limites da crítica política.





