O Ministério Público do Trabalho (MPT) está se preparando para uma nova campanha focada no assédio eleitoral em ambientes de trabalho. A data de lançamento ainda não foi definida, mas o MPT já começou a compartilhar mensagens relacionadas em suas redes sociais, visando as eleições deste ano.
O assédio eleitoral é definido como a conduta do empregador que, de alguma forma, constrange o trabalhador em relação à sua orientação política. O procurador Igor Sousa Gonçalves, coordenador nacional de Promoção de Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho do MPT, enfatiza que essa prática gera constrangimento e cerceia a liberdade dos empregados.
Denúncias e Dados Alarmantes
Em 2022, o MPT recebeu 3.465 denúncias de assédio eleitoral, com Minas Gerais liderando os casos, contabilizando 641 ocorrências. O procurador Gonçalves alerta que o assédio eleitoral é um problema para a democracia e para os trabalhadores, comparando-o a um “voto de cabresto moderno”.
Os trabalhadores podem denunciar casos de assédio eleitoral pelo portal do MPT, apresentando comprovações como mensagens, nomes de envolvidos e gravações de reuniões. Isso ajuda a acelerar as investigações.
O Cenário das Eleições
Cerca de 150 milhões de brasileiros voltarão às urnas no primeiro domingo de outubro para escolher o presidente e governadores, entre outros cargos. O segundo turno está previsto para o dia 25 de outubro. A Resolução nº 23.755 do TSE proíbe o assédio eleitoral em ambientes de trabalho, e aqueles que permitirem ou causarem esse tipo de prática podem ser responsabilizados.
Opinião
A campanha do MPT é uma iniciativa fundamental para proteger a liberdade de expressão e garantir um ambiente eleitoral justo, livre de intimidações.





