Entregadores de aplicativos iniciaram uma paralisação nacional no dia 1º de outubro, com protestos direcionados a iFood, 99Food e Keeta em diversas cidades do Brasil. Os motoboys estão exigindo um aumento no valor mínimo das entregas, mudanças nas regras de bloqueio das contas e alterações na regulamentação da categoria.
Na capital paulista, aproximadamente 300 trabalhadores participaram de uma motociata que percorreu as sedes das empresas do setor. O movimento, denominado “Breque dos Apps”, visa pressionar as plataformas por melhorias nas condições de trabalho e remuneração.
Reivindicações dos entregadores
A principal demanda dos entregadores é a criação de uma taxa mínima de R$ 10 para entregas de até quatro quilômetros. Além disso, os trabalhadores pedem alterações no Projeto de Lei Complementar (PLP) 152/2025, que regulamenta o trabalho de motoristas e entregadores por aplicativos. Eles também solicitam mais transparência nas suspensões e bloqueios de contas, com critérios claros para punições e mecanismos de contestação.
Os protestos não se limitaram a São Paulo, ocorrendo também em estados como Bahia e Goiás. Durante as manifestações, representantes dos entregadores denunciaram 99Food e Keeta ao Ministério Público do Trabalho (MPT), acusando as empresas de oferecer bônus para desestimular a paralisação, com valores adicionais que variam de R$ 7 a R$ 9 por entrega em horários específicos.
Resposta da Keeta
A Keeta, em nota, afirmou que respeita a liberdade de expressão de seus entregadores e se mantém aberta ao diálogo. A empresa ressaltou que desde o início de suas operações tem escutado sugestões e aprimorado seus serviços. A Keeta também destacou que as políticas de incentivo são parte de um programa regular e não foram criadas especificamente em resposta à paralisação.
Opinião
A paralisação dos motoboys evidencia a necessidade urgente de diálogo entre as plataformas de entrega e seus trabalhadores, ressaltando a importância de condições justas e transparentes para todos os envolvidos.





