O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) se reuniram em Brasília no dia 23 de abril de 2026 para estruturar um ambicioso projeto de recuperação de áreas degradadas na Amazônia. A iniciativa, que faz parte do Programa União com Municípios, prevê a recuperação em 3 mil imóveis rurais e conta com investimentos de R$ 56 milhões, oriundos do programa Floresta+ Amazônia, realizado em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o Fundo Verde do Clima (GCF).
Objetivos do Projeto
O projeto visa restaurar as florestas e gerar renda para agricultores familiares, abrangendo 48 municípios que aderiram ao programa em 2024. A ação será coordenada pelo MMA e implementada pela Anater, com o apoio do PNUD e do GCF.
Desafios e Estratégias
Durante a reunião, o diretor do Departamento de Ordenamento Ambiental e Territorial do MMA, Marcelo Trevisan, destacou a importância de alinhar estratégias para garantir que os benefícios cheguem efetivamente às famílias na Amazônia. A Anater já participa de iniciativas voltadas à assistência técnica e à regularização ambiental, e nesta nova frente, buscará promover a recomposição da vegetação nativa, contribuindo para o equilíbrio climático e a conservação da biodiversidade.
Engajamento Local
A proposta inclui também a sensibilização e o engajamento de parceiros, como governos estaduais e municipais, além dos próprios agricultores. A coordenadora-geral do Departamento de Ordenamento Ambiental Territorial do MMA, Nazaré Soares, mencionou que um dos entraves em iniciativas de recuperação é o baixo engajamento dos produtores, e que garantir o pagamento da mão de obra e o monitoramento das ações pode levar a resultados mais positivos.
Opinião
O projeto representa uma oportunidade significativa para a recuperação ambiental na Amazônia, mas sua eficácia dependerá do verdadeiro comprometimento de todos os envolvidos.





