O partido Missão apresentou uma notícia-crime ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para investigar a alteração da filiação partidária de Flávio Bolsonaro. A legenda contesta a inclusão do senador em seus quadros e afirma que não autorizou tal ação, que considera ter sido realizada por terceiros.
A alteração, registrada no sistema da Justiça Eleitoral em 12/08/2026, resultou na saída de Flávio do Partido Liberal (PL), criando um obstáculo para seu registro como candidato à Presidência. Flávio classificou o episódio como uma “armação do sistema”.
Pedido de investigação e perícia
O Missão pede ao TSE a realização de perícias e auditorias para identificar quem acessou o sistema eleitoral. O partido também solicita rastreamento de IP e apuração de possíveis crimes, além de uma manifestação da Procuradoria-Geral Eleitoral.
Em resposta, o TSE permitiu o registro da candidatura de Flávio em 13/08/2026, que agora disputa a Presidência pelo PL ao lado do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice.
Comunicação e spam
Flávio Bolsonaro confirmou que recebeu e-mails do Missão sobre a filiação, mas sua assessoria identificou as mensagens como spam devido ao grande volume de correspondências. Ele mostrou cópias das mensagens, que incluíam cobranças de pagamento e se referiu ao evento como uma fraude.
O Missão enfatiza que não teve intenção de prejudicar Flávio e que os alertas sobre a filiação foram enviados ao e-mail oficial do senador, disponível publicamente.
Opinião
A situação levanta questões sobre a segurança do sistema eleitoral e como a comunicação entre partidos e candidatos pode ser afetada por falhas tecnológicas.





