O Ministério da Justiça e Segurança Pública inaugurou no dia 03 de novembro o Escritório Nacional Antifacção no Rio de Janeiro. O objetivo dessa nova estrutura é fortalecer a integração entre a União, o estado do Rio e os municípios fluminenses para enfrentar o crime organizado.
O Ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, destacou que a presença do escritório no estado é fundamental, considerando que o Rio de Janeiro “sintetiza” os desafios da segurança pública brasileira. Ele afirmou que o estado tem sido palco de transformações importantes no crime organizado, que combinam violência e exploração econômica.
Estratégia do Programa Brasil Contra o Crime Organizado
A inauguração do escritório é parte das estratégias do Programa Brasil Contra o Crime Organizado. Duas unidades semelhantes já foram instaladas em São Paulo e Foz do Iguaçu (PR). Além disso, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) também ganhou sedes regionais em São Paulo e Rio de Janeiro, estando em uma posição central dentro do programa.
O Secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, ressaltou a importância do Coaf na asfixia financeira das facções criminosas, afirmando que o governo está mapeando operadoras de telefonia e internet que colaboram com o crime organizado.
Apoio logístico e segurança nos presídios
O Escritório Antifacção do Rio de Janeiro também permitirá que o governo federal ofereça mais apoio logístico às forças de segurança do estado. O Secretário Nacional de Políticas Penais, André Garcia, anunciou que o governo vai reforçar a segurança nos presídios do estado, com doação de equipamentos e treinamento para policiais penais.
Um total de 138 presídios em todo o país foi selecionado para receber essas ações, incluindo as principais unidades penitenciárias do Rio. Mensalmente, serão realizadas pelo menos duas operações regionais e uma operação nacional para monitorar as lideranças criminosas, que representam quase 80% das lideranças do país.
Opinião
A inauguração do Escritório Antifacção no Rio de Janeiro representa um passo importante na luta contra o crime organizado, mas a eficácia das ações ainda dependerá da colaboração entre as esferas federal e estadual.





