O Superior Tribunal de Justiça (STJ) prorrogou até o dia 14 de abril de 2026 o prazo para a conclusão da sindicância interna que apura a denúncia de importunação sexual contra o ministro Marco Aurélio Buzzi. A investigação busca esclarecer fatos que teriam ocorrido em janeiro deste ano, em Balneário Camboriú (SC).
A sindicância foi aberta em 4 de fevereiro de 2026 e o relatório final deveria ser apresentado em 10 de março. No entanto, a comissão responsável solicitou a prorrogação do prazo para dar continuidade aos trabalhos. O ministro Buzzi foi afastado cautelarmente do tribunal.
Acusações e Contexto
De acordo com a denúncia, formalizada por meio de boletim de ocorrência, Buzzi teria tentado agarrar uma jovem de 18 anos, filha de amigos, durante um banho de mar enquanto estavam de férias no litoral catarinense. Além da sindicância interna no STJ, o caso também tramita no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF), que analisa a vertente criminal do caso, sob relatoria do ministro Nunes Marques.
Defesa de Buzzi
Em nota divulgada após o início das investigações, o ministro Marco Aurélio Buzzi negou as acusações, afirmando que as informações divulgadas “não correspondem aos fatos”. Buzzi disse ainda que foi surpreendido pela denúncia e repudiou “toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio”.
Opinião
A situação envolvendo o ministro Buzzi levanta questões importantes sobre a responsabilidade de figuras públicas e a necessidade de um processo justo e transparente nas investigações.






