Economia

Ministro Jorge Oliveira revela que 40% das apostas operam ilegalmente no Brasil

Ministro Jorge Oliveira revela que 40% das apostas operam ilegalmente no Brasil

Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) revelou que cerca de 40% das plataformas de apostas online, conhecidas como “bets”, operam de forma irregular no Brasil. O relatório, apresentado pelo ministro Jorge Oliveira em 19 de maio de 2026, aponta que até 51% dos jogos realizados nessas plataformas apresentam sinais de ilegalidade, levantando preocupações sobre lavagem de dinheiro, manipulação de resultados e evasão fiscal.

Impactos das apostas ilegais

A auditoria foi realizada para avaliar as ações do governo federal no combate a crimes relacionados ao mercado de apostas, especialmente após a regulamentação aprovada em 2024. Apesar das tentativas de controle, o TCU constatou que as medidas adotadas não têm sido eficazes. A facilidade com que novas plataformas surgem após bloqueios e a falta de monitoramento sistemático foram destacadas como falhas significativas.

O relatório também revelou que as apostas ilegais geram um volume de até R$ 40 bilhões anuais, representando entre 41% e 51% do total de apostas. Além disso, foi identificado que 21% do total repassado do Bolsa Família foi utilizado em apostas, o que equivale a aproximadamente R$ 3 bilhões em agosto de 2023, comprometendo os resultados da política pública.

Preocupação do governo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou preocupação com os impactos sociais das apostas online, especialmente entre famílias de baixa renda. Lula afirmou que, se a regulamentação não for eficaz, ele pode considerar o fim das plataformas de apostas no país. O governo já iniciou discussões sobre os efeitos das apostas na saúde mental e no endividamento da população.

Recomendações do TCU

Para mitigar o avanço das plataformas ilegais, o TCU recomendou ao governo a criação de um mecanismo permanente de coordenação entre órgãos como a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o Banco Central, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e a Receita Federal. O objetivo é fortalecer as sanções contra instituições financeiras que facilitam a atuação de apostas ilegais e implementar um sistema informatizado para monitorar as ações de combate à lavagem de dinheiro.

Opinião

A situação das apostas ilegais no Brasil exige uma resposta rápida e eficaz do governo para proteger a população e garantir a integridade do mercado de apostas.