O Ministro da Fazenda, Dario Durigan, sinalizou apoio a um empréstimo de R$ 5 bilhões ao Banco de Brasília (BRB), que enfrenta dificuldades financeiras devido ao seu envolvimento no escândalo do Banco Master. A declaração foi feita após uma reunião no Supremo Tribunal Federal (STF) em 26 de maio de 2026, onde se buscou um consenso sobre o crédito.
A governadora do GDF, Celina Leão, e representantes do BRB compareceram ao STF para discutir a flexibilização das regras para um crédito de socorro ao banco, que é sustentado pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). O GDF oferece como garantia do empréstimo os recursos do Fundo de Participação dos Estados e Municípios.
O BRB, que é propriedade do GDF, está em uma situação financeira complicada após tentar adquirir o Banco Master e comprar mais de R$ 12 bilhões em papéis problemáticos. O ministro Durigan, que se opõe à federalização do BRB, afirmou que a União se comprometeu a flexibilizar os critérios do plano de ajuste fiscal do GDF, que atualmente limita operações de crédito a R$ 900 milhões.
Além disso, o GDF possui um limite de crédito de 3% da Receita Corrente Líquida, o que possibilita a contração do empréstimo necessário para atender a exigência de R$ 6,6 bilhões do Banco Central para a operação de socorro ao BRB. Durigan justificou o apoio ao empréstimo, ressaltando que a liquidação do BRB custaria R$ 17 bilhões, um valor significativamente superior ao do empréstimo proposto.
A próxima reunião sobre o assunto está agendada para 28 de maio de 2026, conforme informou o STF. O ministro Luiz Fux, relator do processo no STF, destacou a importância institucional e econômica da questão.
Opinião
A situação do BRB e o apoio do governo federal levantam questões sobre a responsabilidade fiscal e a gestão dos recursos públicos.





