Economia

Ministro Dario Durigan anuncia nova MP se EUA confirmarem tarifaço de até 37,5%

Ministro Dario Durigan anuncia nova MP se EUA confirmarem tarifaço de até 37,5%

O governo brasileiro está preparado para editar uma nova Medida Provisória (MP) que visa apoiar empresas brasileiras caso os Estados Unidos confirmem a aplicação de novas tarifas sobre produtos nacionais. A declaração foi feita pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, no dia 14 de outubro.

Durigan explicou que a medida será avaliada conforme os efeitos da eventual taxação sobre os setores exportadores. Ele destacou que uma possível MP seguiria um modelo semelhante ao do programa Brasil Soberano, que foi criado para mitigar os impactos sobre empresas afetadas por barreiras comerciais.

Ação cautelosa do governo

O ministro ressaltou que o governo ainda aguarda a definição dos Estados Unidos antes de anunciar qualquer ação. As negociações estão sendo conduzidas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e pelo Ministério das Relações Exteriores. Durigan afirmou que, caso as tarifas sejam confirmadas, o governo pretende identificar os segmentos mais atingidos e dialogar com representantes do setor produtivo antes de definir ações de apoio.

“Vamos avaliar se de fato se confirma mais essa medida despropositada, identificar os setores afetados e discutir quais medidas eventualmente poderão ser propostas”, disse Durigan.

Tarifas sob análise

Os Estados Unidos estão considerando uma tarifa adicional de até 25% sobre produtos brasileiros, além de uma tarifa de 12,5% relacionada a condições de trabalho. Se ambas as tarifas forem implementadas, alguns produtos brasileiros poderão enfrentar sobretaxas de até 37,5%.

Apesar do aumento das tensões comerciais, as negociações continuam. O governo brasileiro busca ampliar a lista de produtos que poderão ficar isentos das tarifas e acompanha a consulta pública aberta pelo governo norte-americano.

Opinião

A situação exige atenção e uma resposta estratégica do governo brasileiro para proteger seus interesses comerciais frente às novas medidas dos EUA.