O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada, em uma decisão liminar tomada no dia 8 de outubro. A medida gerou uma onda de críticas e apoio entre as entidades que representam os servidores da corporação.
Reações do SinpecPF e ADPF
O SinpecPF, que representa cerca de 2 mil servidores administrativos da Polícia Federal em todo o Brasil, manifestou apoio aos diretores afastados, repudiando o que considera um uso político do Poder Judiciário. Em nota, a entidade afirmou que “divergências e disputas de natureza política não devem se sobrepor à autonomia e à estabilidade de uma instituição de Estado”.
A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), que representa 2,3 mil delegados, também criticou o afastamento, afirmando que tal medida deveria ser decidida pelo plenário do STF e não por um único ministro. A ADPF classificou o momento como uma “crise institucional grave”, destacando que a decisão afeta a estabilidade interna da corporação.
Contexto da Decisão
A decisão de André Mendonça foi motivada por um pedido do Partido Novo, e embora tenha sido acompanhada pela maioria dos ministros da Segunda Turma do STF, o julgamento foi interrompido após um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. O SinpecPF ressaltou a importância da continuidade dos serviços prestados pela Polícia Federal e a necessidade de que qualquer medida que atinja sua direção seja cuidadosamente considerada.
Opinião
A situação na Polícia Federal reflete a tensão entre as instituições e a política, levantando questões sobre a autonomia e a estabilidade de órgãos essenciais em tempos de eleição.





