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Ministro Alexandre Silveira cobra solução para extravasamento na mina Viga da Vale

Ministro Alexandre Silveira cobra solução para extravasamento na mina Viga da Vale

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, enviou um ofício à Agência Nacional de Mineração (ANM) no dia 26 de setembro, cobrando uma solução imediata para o extravasamento de água na mina Viga, localizada em Congonhas, Minas Gerais. O incidente resultou no vazamento de 263 mil metros cúbicos de água turva, que atingiu o Rio Maranhão, causando danos ambientais, embora não tenha deixado vítimas.

No ofício, Silveira enfatizou a necessidade de uma resposta efetiva, incluindo a possibilidade de interdição das operações da mina, se necessário, para garantir a segurança das comunidades locais e a proteção do meio ambiente. Além disso, ele ordenou a abertura de um processo para apurar responsabilidades e acionou órgãos federais, estaduais e municipais para fiscalização e possível penalização da Vale.

Outro vazamento e danos ambientais

Este foi o segundo ofício enviado pelo ministro à ANM em menos de 24 horas. O primeiro, datado de 25 de setembro, referia-se a um extravasamento na mina de Fábrica, também da Vale, que causou impactos ambientais ao atravessar o dique Freitas e carregar sedimentos e rejeitos de mineração. Embora não tenha havido vítimas, esse vazamento também provocou danos, alagando áreas da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) em Ouro Preto.

De acordo com a prefeitura de Congonhas, o extravasamento na mina Viga foi significativo, e a administração de Ouro Preto confirmou que o material vazado atingiu áreas da unidade Pires da CSN, afetando almoxarifados e acessos internos.

Apuração pelo Ministério Público

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) está investigando o caso. Em nota, o MP informou que já solicitou informações às defesas civis das cidades envolvidas e que uma equipe do Núcleo de Combate aos Crimes Ambientais (Nucrim) visitou a mina para elaborar um relatório preliminar sobre o ocorrido.

A Vale, por sua vez, afirmou que os extravasamentos foram contidos e que não houve feridos ou impacto nas comunidades locais. A empresa destacou que as barragens na região estão estáveis e sob monitoramento constante, além de realizar inspeções preventivas, especialmente durante períodos chuvosos. A Vale também anunciou que as causas dos extravasamentos estão sendo investigadas e que as lições aprendidas serão incorporadas aos seus planos de gestão de chuvas.

Opinião

A cobrança do ministro Alexandre Silveira reflete a preocupação com a segurança ambiental e a necessidade de respostas rápidas diante de incidentes que podem impactar comunidades e ecossistemas.